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23/09 - CAPACIDADE DE RECUPERAÇÃO É O DIFERENCIAL DO COMÉRCIO FEIRENSE

O comércio de Feira de Santana demorou a entrar na crise econômica que tomou conta do país nos últimos dois anos. E a tendência é sair mais cedo, porque mesmo a partir do momento em que mergulhou nas dificuldades previsíveis em momentos semelhantes, a cidade sempre esteve em situação mais confortável do que a grande maioria dos centros urbanos de igual porte. Isso porque o município sempre teve um diferencial a mais: a capacidade de recuperação.

A avaliação é bem genérica, mas é comprovada por dados específicos. O PIB de Feira é, nos últimos 20 anos, maior que o da Bahia e temos hoje a maior agência do Banco do Brasil da Bahia, em movimento. No shopping, segmento em que a crise geralmente é mais visível, não houve baixa representativa. Apenas o conhecido “fecha e abre de loja”, que faz parte da rotatividade desse tipo de atividade.

Nesse passeio feito pelo presidente da Associação Comercial de Feira de Santana (ACEFS), Marcelo Alexandrino, é fácil chegar ao maltratado e problemático centro comercial. “O problema vem de anos. A Prefeitura é permissiva, os órgãos fiscalizadores fecham os olhos e o resultado é esse crescimento desordenado”, afirma, questionando o conceito de ambulante para os vendedores que ocupam praticamente toda a área central da cidade.

A proposta de construção de um Centro Comercial – o Shopping Popular – anima as lideranças empresariais, mas não é uma bandeira, o recadastramento sim. “Não se resolve tudo na hora e de uma vez e o shopping pode não ser a solução, mas é um passo”, diz Alexandrino, lembrando que é preciso que o novo equipamento tenha regimento e estatuto, proteções necessárias para os 1.800 comerciantes que vão ocupar o espaço.

O presidente da ACEFS questiona também o andamento do Pacto da Feira. “Não aceito a colocação de que não houve diálogo”, observa, acrescentando que o projeto acabou “patinando” em questões políticas e sociais, como a visão de “coitadinhos” dos ambulantes. E isso, no entendimento de Marcelo Alexandrino não combina com o perfil de uma cidade naturalmente empreendedora. “Os empreendedores se arriscam a dar um passo à frente, no vazio; dá medo, mas vão lá e fazem”, define.

 

 



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